II Seminário de Prevenção DST/AIDS
PREVENIR É O
MELHOR REMÉDIO!
É com
imensa alegria que os recebemos neste dia para debater e
refletir sobre um tema que embora seja bastante difundido em
nossos dias, ainda exige de todos nós um esforço contínuo para
minimizar os desafios que nos são apresentados diariamente.
A palavra
seminário tem origem do latim seminare que significa semear,
lançar as sementes, é este o objetivo deste evento, semear em
cada um de nós o desejo concreto de lutar contra uma epidemia
que insiste em crescer em nosso país. Todos nós somos
co-responsáveis por esta luta uma vez que suas formas de
transmissão estão diretamente ligadas as nossas condutas
diárias.
A AIDS ainda
avança de forma significativa, desde o início da epidemia no
Brasil a partir da identificação do primeiro caso de aids, em
1980, até junho de 2007, já foram identificados cerca de 474 mil
casos da doença. O país acumulou cerca de 192 mil óbitos devido
à aids até junho de 2006, sendo as taxas de mortalidade
crescentes até meados da década de 90, estabilizando em cerca
de 11 mil mortes anuais desde 1998 mantendo estes patamares até
os dias de hoje. Após a introdução da política de acesso
universal ao tratamento com o coquetel observou-se uma
importante queda na mortalidade.
Entretanto, é
preciso atentar para preocupante constatação do crescimento
persistente da proporção de óbitos por aids na população negra e
parda de ambos os sexos, entre 1998 e 2004, expondo a ineqüidade,
isto é, a injustiça social, no acesso aos serviços de saúde para
diagnóstico e tratamento precoce das populações menos
favorecidas socioeconomicamente.
Esta pequena
análise já pode nos esclarecer alguns pontos e identificar
porque esta luta é de todos nós.
O Projeto
Bem-Me-Quer atento a estes dados tem se empenhado ao longo dos
anos para disseminar informação sobre os métodos de prevenção
junto a comunidade, respeitando os valores da família, mas sem
incorrer no risco de um moralismo paralisante que mais prejudica
do que contribui no acesso a saúde. Assim como, com o mesmo
esmero, tem acolhido as famílias acometidas pelo vírus.
Quanto maior a
disposição da comunidade em debater sobre o assunto maior as
chances de controlar a disseminação da epidemia e criar uma
cultura de saúde preventiva.
Outra abordagem de
inquestionável importância e que convidamos todos a prestar bem
atenção é sobre o preconceito e discriminação.
É inaceitável que
mesmo após tantos avanços científicos, com tanta informação das
formas de transmissão, ainda hoje precisamos conviver com o
preconceito de pessoas e empresas que insistem em violar o
direito inalienável a vida e a liberdade de todos os indivíduos.
Quem se torna
soropositivo continua sendo pessoa humana integral, com
igualdade de direitos comum a qualquer cidadão, dentre eles
direito ao trabalho, ao lazer, a família, a atividade sexual, ao
amor e principalmente a amizade. O que nos difere dos outros
animais existentes em nosso planeta é exatamente a capacidade
que temos de amar, de ser solidários, de compartilhar esperança,
crescemos enquanto humanos quando nos aproximamos radicalmente
de outros seres humanos.
Os mitos, as
crenças cegas, os preconceitos, só servem de empecilho em nossas
vidas e o único que se fortalece com isso é o vírus não os seres
humanos.
Aceitar as
diferenças é aceitar a si próprio afinal todos nós somos
diferentes, a riqueza da vida consiste exatamente na
diversidade, nas diferenças, na identidade única que cada um
leva consigo e que juntos se concretiza no mosaico da vida
retratado em toda exuberância que ela carrega.
Agradecemos a
todas as pessoas, escolas, empresas e equipamentos do estado que
contribuíram, cada um a seu modo para a realização deste evento,
singelo em sua estrutura, mas monumental em sua proposta.
DIGAM SIM A VIDA E
SEJAM TODOS MUITO BEM VINDOS!
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